Loopy’s World (Parte 13B) - Kiss na Europa



LOOPY'S WORLD (PARTE 13B) - KISS NA EUROPA
Por: Steve Loopy Newhouse // Tradução: Ricardo Lira

Então seguimos direção sul até Roma, tão rápido quanto nosso caminhão nos levou, e pensamos mesmo que tudo ficaria OK. O tempo e a estrada abaixo de nossas rodas estavam viajando quase à mesma velocidade. Eu digo quase, porque nunca fui muito bom nas matemáticas, e tentar raciocinar em cima disso, bem...?

Não posso dizer a vocês por quanto tempo ficamos sentados naquele caminhão que seguia em direção à Roma, mas podíamos ver que estava ficando escuro a cada minuto. Então, de repente, nós atingimos o topo de uma colina, e na distância podíamos ver as luzes brilhantes de Roma, um lugar enorme e alastrado que tinha seus dedos nos topos e pés das sete colinas circundantes que fizeram esta vasta e linda cidade.

Sabíamos que o tempo estava se esgotando, então fizemos a coisa mais sensata que foi dirigir direto para o hotel. Tendo encontrado um bom estacionamento, fomos até a recepção do hotel e, após conversarmos com o recepcionista, pegamos uma nota deixada que simplesmente dizia: "Venham direto para o local do show".

Então foi o que fizemos. Pegamos um táxi e fomos direto para o local do show.

Há desentendimentos, e então há desentendimentos. Fizemos o que nos mandaram fazer. Seguimos direto para o ponto de encontro. Não vi nada na nota sobre trazer o equipamento da banda.

Nós - sendo eu, Pete e Michael - pensamos que estávamos atrasados, então muito inocentemente deixamos o caminhão no hotel. Também deixamos as chaves com o recepcionista, apenas no caso do caminhão ter que ser movido. Restrições de estacionamento no centro de Roma são bem estritas, então nós nos asseguramos e deixamos as chaves com ele.

Quanto chegamos no local, fomos encontrados por um frenético Rod, que disse: "Onde está o equipamento?", no que Michael respondeu: "Que equipamento?".

"O equipamento da banda..."

"Oh, está seguro. Está lá no hotel..."

Rod começou a esbaforir, e com um rosto vermelho-sangue, disse a Michael para voltar e pegar o caminhão e trazê-lo de volta até o local, que não era algo tão fácil quanto parece.

Michael pegou um táxi de volta para o hotel e pediu ao taxista para esperar. Quando ele chegou no balcão da recepção, se deparou com um recepcionista diferente que nada sabia sobre as chaves.

Após uma frenética procura e outros dez minutos mais tarde, as chaves finalmente foram encontradas, e com Michael agora arrancando seus cabelos fora e Rod cuspindo quatro mísseis, Michael seguiu o motorista de táxi de volta até o concerto, onde abordamos o equipamento da banda até o palco e, sendo a Itália, onde tudo é tão pé no chão, tranquilo, etc. etc. conseguimos chegar no palco a tempo. Como aquilo funciona? Eu não faço ideia.





Durante toda a apresentação da primeira banda de apoio da turnê do Kiss, você não precisava ver Rod cuspindo balas, mas dava para ouvi-lo.

Como eu disse, um simples desentendimento. Se a mensagem no hotel tivesse sido: "venha direto para o local do show com o equipamento", então todo mundo sabe onde eles ficam. Tomou um certo tempo até que as coisas funcionassem da maneira como deveriam. Graças a Deus, o resto da turnê correu bem melhor que aquilo.



Havia uma outra coisa que eu deveria mencionar. Não, duas!

Estávamos em Gênova e ficamos em um lindo hotel. O quarto de Rod era próximo ao meu e ele foi para cama tirar uma soneca da tarde. Ele deixava sua porta aberta, então uns de nós pegamos cada vasinho de planta que encontramos e cercamos sua cama. Ele levantou uma hora mais tarde e disse: "Urghhh Triffids!!" (N.T.: Triffid, em ficção científica, é uma planta predadora que cresce em tamanho monstruoso).

A outra coisa que eu deveria dizer é isto. Como sempre mencionei, a porta do quarto de hotel de Rod estava sempre aberta, então uma tarde, quando ele não estava por perto, me enfiei no quarto dele e liguei para casa. Foi apenas por poucos minutos, mas pelo menos minha mãe e meu pai souberam que eu estava bem. Uma hora mais tarde ele me descobriu e me deu um esporro por usar seu telefone. Achei justo com o cara, eu estava tomando um pouco de liberdade afinal, mas ele continuava a ser daquele jeito. Fui ameaçado com tudo o que podia, incluindo praga rogada. O cara precisava se iluminar ha ha!!!

Tínhamos apenas três shows para fazer na Itália, em Roma, Milão e Gênova, então a gente teria uma semana de folga. O show em Milão foi provavelmente onde todos nos tornamos bons amigos. Kiss e Maiden, quero dizer.



Logo após tocarmos nosso set, tiramos nosso equipamento do palco, e o palco estava sendo montado para o Kiss.

O acesso até o palco, da área dos vestiários, era uma passagem subterrânea por um corredor de cerca de 50 pés de distância. No final dos camarins estava a área onde o Kiss e o Iron Maiden tinham seus próprios quartos, salinhas de comida, etc.

Por alguma razão, os fãs estavam super excitados e quebraram a barreira e começaram a correr pelo corredor justo quando os membros do Kiss estavam seguindo para o palco. Eu e Pete apenas pegamos o que tínhamos à nossa frente e começamos a apontar para esses garotos. Eu tinha um pedestal simbólico e eu não sei o que Pete tinha, mas nós conseguimos empurrar os garotos de volta. Enquanto isso, um bando inteiro desses idiotas desceram o túnel até os vestiários. O grande John Harte, o cara da segurança do Kiss, lançou-os para fora bem rápido.

O Kiss usa uns cases grandes para guardar suas maquiagens, então John prensou um par de idiotas com os cases, e eventualmente o Kiss chegou no palco ileso.

Adivinhem o quê? A próxima vez que vi John Harte ele estava fazendo segurança para o Maiden. Agora, isso é alguma coisa.



Após os três shows italianos, o Kiss teve que ir para o Reino Unido, mas à essa época o Maiden era grande demais para abrir para qualquer um em nossa terra natal, então a gerência nos deu uma semana de folga em Lido De Jesolo, na Venetian Riviera, a poucas milhas de Veneza. Eu já estive lá antes com meus avós, e amava o lugar.

Fizemos o check-in em um hotel na beira-mar, na parte mais calma da cidade, o que não fazia nenhuma diferença já que o único clube que usamos fechava às 2 da manhã, e então saíamos e procurávamos algo pra comer no grill logo adiante, e seguíamos bebendo até 4 ou 5 da manhã.
Admitidamente o clube estava sempre vazio, nada de incomum acontecia lá, mas o grill logo adiante estava sempre cheio. Engraçado!

Eu sei que há uma estória ou duas sobre Dave e Rod arrebentando o bar do hotel uma noite, tentando obter cerveja extra, o que é verdade, mas eu não estava lá, e não sei mesmo muito sobre o ocorrido. Então é melhor eu não comentar.

Houve uma ocasião quando estávamos todos bêbados uma tarde na praia, e tínhamos o hábito de beber vinho barato. Para manter o vinho frio, o enterrávamos na areia. Faz sentido.

Um dia Dougie Hall caiu de sono, depois de ter se empanturrado. Estávamos por ali de bobeira, como de costume, como passantes zoando e dando risadinhas. Então percebemos que Doug tinha um dos testículos aparecendo para fora do short.

Tentamos acordá-lo, mas ele estava totalmente absorto.

Até hoje não faço ideia se ele soube algo sobre isso, mas tenho certeza que agora ele sabe. Desculpe, camarada.

Mas no total tivemos uma semana brilhante de folga em Jesolo, vivendo de cerveja, batata chips, cerveja, pizza, sanduíches de carne, oh e eu já mencionei cerveja?

Então de volta ao trabalho. Tivemos que dirigir em direção norte para nos encontrar com a montanha russa do Kiss em Munique.

Continua... 
- Loopy's World (Parte 13C) - Kiss na Europa

LEIA TAMBÉM: PARTE 1 / PARTE 2 / PARTE 3 / PARTE 4 / PARTE 5 / PARTE 5A 
PARTE 6 / PARTE 7 / PARTE 8 / PARTE 9 / PARTE 10 / PARTE 11 / PARTE 12 / PARTE 13A

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