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Bruce Dickinson acha que Steve Harris fará turnês “até morrer no palco”


Bruce Dickinson
gostaria que o Iron Maiden voltasse ao estúdio antes de embarcar em mais uma turnê, mas sabe que o baixista e fundador Steve Harris não pensa exatamente da mesma forma. O assunto surgiu na reportagem de capa da revista britânica Kerrang!, para a qual o jornalista Nick Ruskell acompanhou a passagem da banda por Bucareste, na Romênia, e entrevistou os dois músicos. 

Questionado sobre os planos do grupo depois da atual maratona de shows, o vocalista admitiu que nem sempre é simples chegar a um consenso entre os seis integrantes. Segundo ele, conseguir uma resposta direta sobre o que fazer até na próxima terça-feira já dá trabalho, algo que atribui ao longo tempo de convivência da banda.

Em seguida, Bruce deixou clara a sua preferência:

"Pessoalmente, eu adoraria fazer mais um álbum. Prefiro fazer outro disco a fazer outra turnê. Se eu tivesse que escolher entre os dois, ficaria com um álbum novo, mas o Steve é o contrário. Ele vai fazer turnê atrás de turnê até provavelmente morrer no palco. Excursionar é divertido, mas não é novidade. Eu sou um 'coelhinho criativo' e gosto de fazer coisas novas."

O último trabalho de estúdio do Maiden é Senjutsu, álbum duplo lançado em 2021. Desde então, a banda se dedicou à turnê "The Future Past" e, a partir de 2025, à "Run For Your Lives", que comemora os 50 anos do grupo.

Ouvido na mesma reportagem, Steve não descartou um novo disco, mas indicou que não pretende acelerar o processo de composição e gravação. Sobre a vontade do vocalista, o baixista afirmou:

"Acho que o Bruce adoraria fazer um álbum novo, e eu não tenho problema nenhum em fazer um. Só acho que, se fizermos, tem que ser na hora certa. E todo mundo precisa querer, então vamos ver. Não quero falar muito sobre isso, mas não estou dizendo que não vamos fazer um; só não estou dizendo que estamos ansiosos para correr com isso."

Na mesma conversa, os dois falaram sobre a ideia de aposentadoria, que nenhum deles parece levar a sério. Steve, que completou 70 anos, contou que gosta mais das folgas hoje em dia, mas que não consegue ficar parado por muito tempo. Bruce, por sua vez, disse que não sabe o que significa se aposentar e que, para ele, isso equivaleria a parar tudo e esperar a morte. O cantor ressaltou, porém, que só sobe ao palco enquanto tiver certeza de que consegue entregar o melhor desempenho possível.


A agenda de 2026 do Maiden é intensa: são 91 shows previstos para o ano. A segunda etapa europeia da "Run For Your Lives" passa nesta quarta-feira pelo estádio San Siro, em Milão, e terá como ponto alto o EDDFEST, festival próprio da banda marcado para 10 e 11 de julho em Knebworth Park, na Inglaterra, com The Darkness, Airbourne, The HU, The Almighty e o grupo de Blaze Bayley, ex-vocalista do Maiden, entre as atrações. O repertório da turnê reúne apenas músicas dos nove primeiros álbuns, de Iron Maiden (1980) a Fear Of The Dark (1992).

Depois da Europa, a banda segue para as Américas a partir de agosto. No Brasil, o Iron Maiden se apresentará em 25 e 27 de outubro no Nubank Parque (antigo Allianz Parque), em São Paulo, e em 28 de outubro na Arena da Baixada, em Curitiba, sempre com abertura do Alter Bridge. Os shows no país serão os primeiros com o baterista Simon Dawson, que assumiu o posto após a aposentadoria de Nicko McBrain dos palcos, em dezembro de 2024. A turnê se encerra com duas noites no K-Arena, em Yokohama, no Japão, em 24 e 25 de novembro.

Em 2027, o Maiden fará uma pausa nas estradas, e os integrantes devem se dedicar a projetos paralelos. Steve deve retomar as atividades com o British Lion, enquanto Bruce prepara seu próximo álbum solo, sucessor de The Mandrake Project (2024), gravado em janeiro no Studio 606, de Dave Grohl, na Califórnia.

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