Religioso chileno que classificou Iron Maiden de "satânico" em 1992 diz que iria ao show da banda


No Chile, ninguém esqueceu que há 27 anos a Igreja Católica exerceu uma forte pressão para impedir que o Iron Maiden se apresentasse pela primeira vez no país. Ainda mais agora, que a banda esgotou todos os ingressos para as duas próximas apresentações em Santiago.

O episódio rodou o mundo em 1992, assim como as imagens de Humberto Lagos, o conselheiro religioso do governo do então presidente Patricio Aylwin, que sugeriu que o Iron Maiden era "Um grupo que promove condutas relacionadas ao satanismo. Basta ver algumas de suas letras".

E já que ninguém esquece, o religioso chileno relembrou o episódio em entrevista ao site La Cuarta e disse que "Quando tudo aconteceu, os protestos eram de grupos religiosos que reclamavam de letras com o 666, como em 'The Number Of The Beast'."

- Você ainda acha que eles são satânicos?
Jamais! Eles têm algumas letras dessa natureza.

- Por que tanta polêmica?
O Cardeal (Jorge) Medina intercedeu junto ao Subsecretário do Interior para impedir a apresentação...

- No governo?
Houve críticas de ordem política em relação à banda, mas eles nunca fizeram críticas a ditadura militar, assim como outros grupos, na década de 80.

- Sério? 
Era evidente. Quando os protestos foram feitos, os críticos cobraram seu preço e os patrocinadores decidiram sair.

- Você iria vê-los?
Não gosto. Quando estão ao vivo, provocam alterações de personalidade. Mas se eles me dessem ingressos, eu os veria.

Réplica
Para o ex-subsecretário do Interior da época, Belisario Velasco, os novos shows da "Donzela de Ferro" parecem "muito justos, pois eles são um excelente conjunto musical. É isso que acham a juventude e muitas outras pessoas".

Sobre o incidente de 1992, ele destacou que "O show foi cancelado porque o município de Santiago quebrou o contrato para que eles tocassem na Estación Mapocho".

Quanto aos setores políticos que não queriam o grupo no Chile, ele disse não se lembrar disso. "O governo permitiu que eles entrassem pois estavam de acordo com a lei e a Constituição. Foi a teimosia do cardeal Medina. Nós sempre estivemos a disposição para que tocassem", concluiu.




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