Rock in Rio 1985: Metendo o pé na lama!

Metendo o pé na lama:
"os bastidores do Rock in Rio de 1985"
De Cid Castro. Tinta Negra Bazar Editorial,
264 páginas.


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Lançado em 2008, sob o selo da editora Scortecci, Metendo o pé na lama: os bastidores do Rock in Rio de 1985, relato do publicitário Cid Castro, ganhou nova edição em 2010, agora pela Tinta Negra Bazar Editorial. A reedição marca os 25 anos do primeiro festival Rock in Rio, realizado em 10 dias de um janeiro chuvoso (daí a alusão do título ao terreno enlameado do local dos shows) na Cidade do Rock, erguida em Jacarepaguá, e que atraiu cerca de 1,3 milhão de pessoas.

O Livro traz a história real de um jovem de 23 anos que, de uma hora para outra, se vê envolvido na produção do maior festival de rock do mundo, quando sua marca é escolhida quase por acaso, para ser o logotipo oficial do Rock in Rio Festival de 1985. A publicação narra desde a concepção do evento, idealizado por Roberto Medina, da agência de publicidade Artplan, até o último dia do festival.

A idéia visionária de Roberto Medina, a construção da cidade do Rock, o embargo do Governador Leonel Brizola, a interferência do futuro Presidente Tancredo Neves, as profecias de Nostradamus, o fracasso financeiro(Sim, o Rock in Rio I deu prejuízo!): são alguns dos temas fortes que completam a trilogia: sexo, drogas e rock´n roll. "Metendo o pé na lama" é um relato exclusivo e apaixonado dos bastidores do festival que mudou para sempre o panorama musical brasileiro.

A idéia do livro: O Rock in Rio de 1985 foi um dos acontecimentos sócio-culturais mais importantes que o Brasil viveu nos últimos anos. Corou a democracia ao anunciar o nosso primeiro presidente civil, depois de longos anos de ditadura militar, e influenciou a abertura política nas ditaduras vizinhas. Lançou os novos talentos do rock dos anos 80, relançou músicos que estavam desaparecidos da mídia e abriu as portas do país ao Show Business internacional. Cid Castro teve o prazer de fazer parte da equipe que viabilizou o festival, e a honra de ter criado a marca para o evento. Com o ressurgimento de uma nova versão do Rock in Rio na Europa, resolveu contar a história dos bastidores do primeiro e genuíno festival. Motivado pela quantidade de relatos apaixonados que ouve até hoje, tentou com esse livro, acrescentar uma parte que faltava as histórias de quem esteve lá com ele, metendo o pé na lama.

Os bastidores: Pouquíssimas pessoas sabem o que realmente se passou. Do briefing passado para o departamento de criação até o ultimo dia do festival, aconteceram coisas que até Deus duvida. A instabilidade politico-econômica era grande, fim da era Figueiredo com os partidos de esquerda se reorganizando. Três anos antes, a bomba no Riocentro quase fez explodir a abertura política e os partidos de direita investiam pesado num candidato civil à presidência da república, chamado Paulo Salim Maluf. Ninguém sabia o que estava para acontecer. O milagre econômico havia acabado e os empresários não queriam arriscar em nada, muito menos numa loucura chamada rock’n roll. Estava tudo contra o festival: a política, o meio empresarial, a igreja, a tradicional classe média brasileira, e até Nostradamus apareceu para tentar destruir o Rock in Rio.


O Paralelo entre o vivenciado na época e o Rock in Rio atual: Cid Castro comenta: "Se fizermos um paralelo do Rock in Rio de 1985 e os que aconteceram posteriormente, (1991-2001-2004-2006-2008) a diferença é abismal. Desbravamos o território do show business internacional na base da porrada, já que só contávamos com a nosso arrojo profissional e praticamente nenhuma experiência. Erramos em muita coisa e acertamos em outras tantas, mas penso que o mais importante foi ter havido um bom começo. Acompanhei a produção das recentes versões européias do Rock in Rio (Lisboa e Madri) e fiquei impressionado como as coisas mudaram. Da captação dos patrocinadores envolvidos, passando pela organização do festival e a brutal tecnologia que envolve hoje o evento, é tudo diferente. É como comparar o carnaval do Rio de Janeiro dos anos 70 ao que se vive hoje na Marques de Sapucaí.

O conceito atual do festival mudou, porque o mundo também mudou. A sociedade de consumo consome hoje muito mais coisas do que consumia há 20 anos. O desejo de liberdade, a luta contra o regime ditatorial, eram ambições de quase todos os jovens daquele tempo. Hoje anseia-se pelo I-Phone3G ou estar no Second Life.

Quantas pessoas estariam dispostas hoje a chafurdar durante horas numa lama fétida debaixo de um dilúvio carioca? O Rock in Rio transformou-se numa Disneylândia, com desfile de modas, pista de neve, e agências bancárias eletrônicas, fornecendo o dinheiro necessário para que todos possam saciar a sua sede de consumo. Não quer dizer que isso seja melhor ou pior, as coisas são como são. É um reflexo da sociedade em que vivemos. Independente do formato, o importante num festival de rock é a comunhão do público com o evento."

Saiba mais:
OUÇA UMA ENTREVISTA DE CID CASTRO NA BAND NEWS FM
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