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Bruce Dickinson não irá ao Rock Hall e brinca: “Green Day pode ficar”


Bruce Dickinson
, vocalista do Iron Maiden, voltou a falar sobre a entrada da banda no Rock and Roll Hall of Fame e confirmou que não estará na cerimônia de indução. As declarações foram dadas em uma sessão de perguntas e respostas promovida pela editora Z2 Comics durante a San Diego Comic-Con, conforme reportado pelo Wikimetal.

Questionado se estava satisfeito por finalmente receber o reconhecimento da instituição, após 21 anos de elegibilidade e indicações anteriores em 2021 e 2023, Bruce afirmou que a honraria não muda sua rotina e, ao ser perguntado sobre quem poderia receber o prêmio no lugar da banda, fez uma brincadeira:

“Vou ser bem honesto sobre isso. Estou muito feliz que todo mundo esteja feliz com a nossa entrada no Rock and Roll Hall of Fame, mas isso não afeta minha vida de um jeito ou de outro. Estaremos na Austrália, então não vamos participar. Mas qualquer um que estiver lá pode aceitar o prêmio em nosso nome. O Green Day pode ficar com ele.”

A menção ao Green Day tem explicação. Na noite de 23 de julho, Bruce fez uma participação surpresa no show dos The Coverups, banda de covers liderada por Billie Joe Armstrong, vocalista do Green Day, na festa promovida por Fandom e Z2 que abriu o fim de semana da Comic-Con, no Hard Rock Hotel de San Diego. Os dois cantaram “All The Young Dudes”, composta por David Bowie e lançada pelo Mott The Hoople em 1972, que o vocalista já havia regravado em seu primeiro disco solo, Tattooed Millionaire, de 1990. Bruce estava no evento para divulgar a série em quadrinhos ligada a The Mandrake Project, publicada pela Z2.

O distanciamento em relação à premiação não é exclusividade do vocalista. Em entrevista à Metal Hammer, o baixista e fundador Steve Harris foi perguntado se a banda chegou a discutir a possibilidade de recusar a homenagem. Ele negou e disse que o assunto nunca o incomodou:

“Não. Houve apenas comentários de alguns membros da banda aqui e ali. Bruce tem seus próprios sentimentos fortes sobre isso, e essa é a opinião dele. Isso nunca me incomodou muito de um jeito ou de outro, porque não é por prêmios que fazemos isso.”

Harris acrescentou que não costuma frequentar esse tipo de evento, nem mesmo os ligados ao próprio Maiden: “Eu não faço esse tipo de coisa. Não fui nem ao recente evento de tapete vermelho do documentário [Iron Maiden: Burning Ambition]. Não faz o meu estilo.”

Bruce, por sua vez, é um crítico antigo da instituição. Em 2018, chegou a classificar o Hall da Fama como uma completa e absoluta besteira. Em abril deste ano, logo após o anúncio da classe de 2026, o empresário Rod Smallwood já havia informado à Billboard que a banda estaria em turnê na data da cerimônia e que, ao aceitar a indução, deixou claro que os fãs vêm em primeiro lugar e que os shows seriam mantidos.

A cerimônia será gravada em 14 de novembro de 2026, no Peacock Theater, em Los Angeles, e irá ao ar em dezembro pela ABC e pelo Disney+. A classe deste ano inclui ainda Phil Collins, Billy Idol, Joy Division/New Order, Oasis, Sade, Wu-Tang Clan e Luther Vandross. Na mesma data, o Maiden estará entre os shows de Melbourne, em 13 de novembro, no AAMI Park, e Sydney, em 15 de novembro, no Allianz Stadium, parte da etapa australiana que encerra a turnê “Run For Your Lives”, com o Megadeth como convidado especial.

Antes da Oceania, a turnê que celebra os 50 anos da banda, com repertório baseado nos nove primeiros álbuns, passa pela América Latina. No Brasil, o Iron Maiden se apresentará nos dias 25 e 27 de outubro no Nubank Parque (antigo Allianz Parque), em São Paulo, e em 28 de outubro na Arena da Baixada, em Curitiba, com abertura do Alter Bridge. Serão os primeiros shows do grupo no país com o baterista Simon Dawson. Ao fim da turnê, o Maiden fará uma pausa nas estradas em 2027.

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