Nicko McBrain: "Tocamos Alexander the Great umas duas ou três vezes"


Recentemente Nicko McBrain participou de um descontraído bate-papo no canal do brasileiro Aquiles Priester no Youtube. Durante a transmissão ao vivo, o baterista do Iron Maiden falou sobre a "Somewhere on Tour" e garantiu que a épica "Alexander The Great" chegou a ser tocada algumas vezes.

Aquiles Priester: Alguma lembrança especial da gravação do álbum Somewhere in Time? Por que vocês tocaram a música "The Loneliness of the Long Distance Runner" apenas no primeiro show da Somewhere on Tour?

Nicko McBrain: Foi um álbum que marcou. E sempre é um prazer tocar nas Bahamas, onde gravamos três álbuns. Era um território familiar, pois tínhamos estado lá algumas vezes. Havia uma vibe incrível naquele álbum todo. Para ser franco, é o meu Eddie e minha arte favorita até hoje. Sobre a "Loneliness..." creio que achamos que não funcionaria bem ao vivo. Acho que você tem razão. Nós começamos a tocá-la na turnê e decidimos exclui-la. Isso também aconteceu com outras músicas na história do Maiden. O motivo é que depois que você a tocou algumas vezes, tipo tocamos "Alexander the Great" umas duas ou três vezes, mas acabou excluída porque havia uma parte do meio, a parte da guitarra, sempre havia um problema quanto ao tempo. Por isso foi excluída. A "Loneliness.." não funcionava bem ao vivo e por isso não a usamos.

Tocamos "Alexander The Great" ao vivo naquela turnê. Tenho quase certeza. Sei que a ensaiamos. Sempre tivemos problemas com aquela parte (do meio) sabe... não tenho um compasso em termos do que a guitarra está tocando. A gente conseguiu tocar da primeira vez e depois sempre erramos. É um droga! (Risos) Quando me perguntam qual música realmente gostaria de tocar e que nunca tocamos, a música seria essa. Eu adoraria fazer isso. Gostaria de ver o Maiden fazendo uma pequena turnê de meia dúzia ou uma dúzia de shows tocando músicas obscuras que nunca tocamos ao vivo. Seria maravilhoso! Aprender as músicas e se divertir. Obviamente "Alexander the Great" é uma música fantástica, há muitas mudanças de tempo. É uma grande faixa para tocar. Isso é estranho. Há músicas que não funcionam ao vivo. O fato é que o modo como são os shows do Maiden, começamos a primeira música até a última com mudanças de set,  tipo uma zona de guerra, uma catedral e o inferno. Há diferentes cenários de palco em um show. Isso aconteceu em turnês passadas, com panos de fundo, efeitos de iluminação diferentes, o Bruce com lança chamas! Vi vídeos onde estou tocando e as chamas estão do meu lado, chegando mais perto! Pergunto: Que diabos está fazendo? E ele responde: "Só queria ver o quão perto poderia chegar" (Risos).

Então o problema é bolar isso tudo e depois decidir tocar outra música. Não é algo tão fácil assim. Porque o pano de fundo tem que ser substituído. Tudo tem que ser coordenado. Faz tempo que não fazemos isso. Mas foi basicamente porque achamos que não funcionou bem ao vivo.



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