Steve Harris: o Iron Maiden sofreu muita pressão para gravar "The Number of the Beast"


Steve Harris revelou em entrevista para o jornalista Eddie Trunk, que o Iron Maiden sofreu uma grande pressão em "The Number of the Beast". Segundo o baixista, essa pressão não se deu exatamente pela mudança de formação, com a saída de Paul Di'Anno e a entrada de Bruce Dickinson, mas pelo fato de que todas as composições já haviam sido gastas nos dois primeiros álbuns, "Iron Maiden" (1980) e "Killers" (1981).

"Usamos praticamente todo o material que criamos no passado. Antes do primeiro álbum, tivemos um período de 4 anos e meio antes de conseguirmos um contrato com a gravadora. Tínhamos muito material que já existia, que tocávamos nos shows, então apenas gravamos. No segundo álbum, fizemos apenas umas três músicas novas, pois o resto já era tocado nos shows", afirmou.

As músicas apresentadas no palco já haviam sido "testadas" e aprovadas pelos fãs, por isso, o Iron Maiden demonstrou segurança nos dois primeiros álbuns. No terceiro, "The Number of the Beast", tudo era novo.

"Quando fomos para o terceiro disco, foi como: 'o que faremos agora?'. Essa pressão foi violenta e não tínhamos muito tempo. Na época, estávamos no ritmo de álbum e turnê - e funcionava. Então, pensamos: 'sabe... aquilo funcionou bem, vamos fazer da mesma forma novamente'. Tinha que ser assim. Se tinha uma turnê em seguida, era isso", disse.

Steve Harris completou dizendo que aqueles tempos foram "assustadores", mas "terapêuticos". "Nós fomos para cima e tínhamos que chegar com coisa boa. O pensamento era: 'é isso, está na hora, você precisa fazer isso'", concluiu.

Fonte: Whiplash.Net

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