Adrian Smith fala sobre sua saída do Iron Maiden em 1990



O guitarrista Adrian Smith falou sobre sua saída do Iron Maiden em 1990 em entrevista publicada na edição de outubro da revista Classic Rock. Confira alguns trechos.

Nos anos em que esteve fora da banda, você manteve contato com os caras?

Pouco. Todos começaram a ter filhos então nós nos encontrávamos nas festas das crianças e porque havia um tipo de “Clube das Esposas do Maiden” (risos). Minha família costumava visitar o Dave no Havaí. Quando eu deixei a banda, não houve ressentimentos

Deve ter sido uma decisão difícil. Houve muitas noites em claro sobre isso?

Sim, é claro. Foi a melhor decisão para mim e para a banda. Mas eu não estava em um bom estado de espírito na época.

Pode falar mais sobre isso?

Honestamente, eu prefiro não falar sobre isso. O que eu direi é que foi uma decisão mútua. Eu acho que eles se cansaram de mim também.

O que mudou para você e para eles quando voltou para a banda?

Eu amadureci um pouco. Deve soar estranho, mas quando tive filhos, fiz meus álbuns solos, eu me senti um pouco mais confiante sobre minha pessoa.

Soa estranho você dizer que faltava confiança, especialmente por ter escrito algumas canções importantes.

Bem, eu nunca me considerei um virtuoso e nem o faço. Nos anos 1980, eu me esforçava muito. Sempre pensei que alguém descobriria essa fraqueza. Eu não sou um “Guitar Hero”. Sou apenas o Aidy Smith de Hackney (um bairro do leste de Londres) [risos]. Mas quando eu voltei, a primeira canção que gravamos foi “Wicker Man”. Eu me senti feliz. E me senti diferente, depois de estar afastado da banda.

Você pensou que ainda estaria no Maiden depois de dezesseis anos?

Provavelmente, não. Na verdade, quando conversamos sobre o meu retorno, eu pensei que seria uma turnê e pronto. Aí o Steve disse: “Não. Eu quero três guitarristas. Dará certo”. E uma vez que o Steve se arraga a algo, ele não muda de ideia.

Fonte: Whiplash.Net

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