Rock in Rio 2013: Após vistoria, Justiça libera realização do festival



G1 - Rio de Janeiro

Após vistoria do Corpo de Bombeiros nesta quarta-feira (18), o Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) liberou a realização dos quatro últimos dias do Rock in Rio, desta quinta (19) até domingo (22), na Zona Oeste da cidade. A juíza Márcia Cunha de Araújo Carvalho, da 2ª Vara Empresarial da Comarca do Rio, havia determinado que os organizadores comprovassem que as irregularidades detectadas nos primeiros três dias do festival (13 a 15) foram corrigidas.

"Foi constatado na inspeção que os organizadores do evento tomaram todas as providências para garantir a segurança dos participantes dos shows", diz o texto enviado pelo TJ.

Entre as providências, segundo a Justiça, estão a "disponibilização de recursos mínimos exigidos para emergências, especialmente as referentes aos postos médicos e ambulâncias"; "autorização do livre acesso dos peritos do Grupo de Apoio Técnico (Gate) do MP à Cidade do Rock"; e "apresentação do contrato dos profissionais de saúde, com o número e o cargo de cada um".

A assessoria de imprensa do Rock in Rio divulgou um comunicado afirmando que "nunca houve nenhum incidente que mereça registro". "A organização do Rock in Rio e as empresas contratadas para prestação de serviços internos atenderam a todas as solicitações das diversas entidades públicas que estão acompanhando o evento. Durante os três primeiros dias de festival nenhuma pessoa ficou sem assistência. Mais de 2 mil pessoas foram atendidas, sendo 12 remoções, e nenhum caso grave registrado", diz o texto.

Pedido de liminar na terça
O pedido de liminar pela suspensão do Rock in Rio havia sido feito na terça (17) à noite, dois dias depois de uma vistoria a Cidade do Rock, pela Promotoria de Tutela Coletiva de Defesa do Consumidor do Ministério Público do Rio de Janeiro.

Durante o primeiro final de semana do festival, o órgão considerou que havia poucos médicos para atender o público — de cerca de 85 mil pessoas por dia. Além disso, o laudo mostra que há obstrução nas áreas de escape, em caso de emergência.

A assessoria do Ministério Público informou que a medida não tinha como intenção cancelar o festival, e sim, garantir a segurança dos espectadores.

Fonte: G1
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