Iron Maiden na Blitz: "Os novos dias da Besta"



Leia aqui parte do artigo sobre o Iron Maiden que a revista portuguesa BLITZ publica na sua edição de agosto, já nas bancas.

Texto de José Miguel Rodrigues

Trazem às costas um quinhão da história do rock mais pesado e é fácil perceber porquê. Quando muito dos contemporâneos sucumbiram a excessos vários ou a modas sazonais, o Iron Maiden renovou o seu público, sem deixar fugir os donos das primeiras camisetas com o monstro Eddie. Estão aí outra vez, com álbum novo e uma turnê que, se tudo correr bem, não passará longe dos olhos portugueses.

Não há mesmo como negá-lo, o Iron Maiden é sinônimo de heavy metal - e vice-versa. Nas últimas três décadas e meia, o grupo imaginado por um ainda adolescente baixista Steve Harris acabou por transformar-se na materialização perfeita de todo o gênero musical que, apesar de não ter sido criado por eles, confunde-se com a própria banda. É aquele logotipo, identificavel a quilômetros de distância e cravado numa memória coletiva que roça a cultura pop. É o famoso Eddie, mascote dos mascotes, em constante mutação; figura dominante nas capas dos discos, no merchandise, orgulhoso protagonista do jogo Ed Hunter e, para gáudio de muito boa gente, presença obrigatória em todos os espetáculos da banda - mais de 2 mil no total, segundo a última contagem. É o slogan, inspirado no clube de eleição de Harris, o West Ham United, que funciona como uma identificação para uma imensa legião de fãs, espalhados por todo o mundo civilizado - "Up the Irons!". E também é, claro, o som.

Aquele som, pioneiro da New Wave Of British Heavy Metal, o twin guitar attack , a seção rítmica pujante e o baixo bem marcado, as vocalizações épicas mas melódicas, que influenciaram diversas gerações de músicos mais novos apostados em fazer música pesada. Metallica, Dream Theater, Machine Head ou Avenged Sevenfold estão entre os grupos que os citam como referência, que lhes fazem vénias e que já lhes prestaram homenagem - em disco e tudo, porque os dedos de uma só mão não chegam para contar todos os discos de "tributo" que lhes foram dedicados ao longo dos anos. Até o Beavis e o Butthead são fãs! Os clássicos, álbuns e canções, são também mais que muitos. A sequência composta por The Number of the Beast , Piece of Mind , Powerslave , Live After Death , Somewhere in Time e Seventh Son of a Seventh Son - produto da era de ouro dos anos 80 - é incontornável para qualquer melómano que se preze e, desde que tomaram forma em 1975, o Iron Maiden assinou quatorze álbuns de estúdio e sete registos "ao vivo".

Fonte: BLITZ
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