Entrevista: Ross Halfin fala sobre o Iron Maiden

Especialmente para os fãs do passado glorioso, o Iron Maiden ganha uma edição nacional do livro “Iron Maiden - Fotografias” (Madras, 256 págs., R$ 89,90, em média), do mestre dos retratos do rock Ross Halfin. A retrospectiva traz dezenas de cliques de Halfin, que acompanha a banda desde o final dos anos 70.

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Enxergar o despontar do grupo nascido na Inglaterra através das lentes dele é uma viagem ao passado na esteira dos discos e turnês do grupo. O fotógrafo era uma espécie de sexto integrante, com todos os privilégios para invadir camarins, estúdios e a vida pessoal do grupo. São situações que revelam o despojamento da banda durante suas viagens através do mundo.

Em um dos textos de abertura do livro, Halfin declara: “Eu acredito que o público poderia e ainda pode se relacionar com eles. O Maiden tem algo de intrinsecamente normal. Eles não têm o nariz empinado ou pose de estrelas do rock. Tem algo neles que atrai os fãs da América do Sul à Escandinávia”.

Fotos da primeira formação, com Paul Di’anno nos vocais e Dennis Stratton em uma das guitarras, ganham as primeiras páginas. Halfin conheceu o grupo enquanto trabalhava para a revista “Sounds”, na Inglaterra. Steve Harris, o baixista e faz tudo do Maiden, relata o momento:

“Não sei por que, mas quando eu me encontrei pela primeira vez com Ross Halfin, em uma das nossas primeiras sessões de fotos, nós nos demos super bem. Gostei dele, do seu senso de humor cáustico e de sua atitude insolente. Eu não sabia na época, que Ross era, e se tornaria, um fotógrafo de primeira.” - Steve Harris

A Agência Bom dia publicou uma pequena entrevista com o fotógrafo do Iron Maiden. Confira abaixo e saiba um pouco mais sobre Ross Halfin.

BD: Como você conheceu o Maiden?
Ross Halfin – Conheci a banda quando trabalhava para a revista “Sounds”, em 1978.

BD: Os integrantes do Iron Maiden são conhecidos pelas palhaçadas. Trabalhar com a banda é sempre engraçado?
Ross Halfin – Nunca foi, pois não tenho senso de humor algum.

BD: Quais lembranças tem do Brasil?
Ross Halfin – Lembro claramente do Rock in Rio, em 1985. Foi muito trabalhoso, as pessoas eram um saco, mas adoro fotografar o Rio até hoje.

BD: Você é considerado uma pessoa muito exigente. Quem é o artista mais preguiçoso e também o mais bacana com quem você trabalhou?
Ross Halfin – Jon Bon Jovi, sem dúvida, foi o mais preguiçoso com quem eu trabalhei. Ele reclama de tudo! Os mais profissionais são Billy Gibbons [ZZ Top] e Joe Perry [guitarrista do Aerosmith].

BD: Tem algum artista que nunca fotografou que ainda gostaria de clicar?
Ross Halfin – A Mahavishnu Orchestra.

BD: Já ficou nervoso alguma vez quando fotografou um ídolo?
Ross Halfin – Nunca, pois se ficasse a foto não prestaria.

BD: É melhor fotografar um bando de cabeludos ou uma mulher pelada?
Ross Halfin – Você faz mais dinheiro trabalhando com uma banda, mas, claro, tem muito mais prazer tirando foto de uma garota asiática, por exemplo.

BD: Já pegou carona com o “sexo, drogas e rock” das bandas?
Ross Halfin – Quando eu era mais novo e estúpido, sim.

Fonte: Agência Bom dia
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