Collector's Room entrevista fã do Iron Maiden

Daniel Sicchierolli do Blog Collector´s Room, bateu um papo com Ricardo Lira, colecionador e pesquisador do Iron Maiden, bastante conhecido daqueles que frequentam fóruns de discussão sobre a banda como as comunidades: Iron Maiden Brasil e Iron Maiden Pub do Orkut. O resultado é uma ótima entrevista! Se você é fã e colecionador do Maiden, não deixe de ler... Confira alguns trechos:

Collector's Room: A curiosidade da sua coleção é a procura e pesquisa das origens e ramificações do Iron Maiden. A banda por si só já tem material para deixar qualquer um doido (e pobre!). Como você faz para conseguir tanto material?

Ricardo Lira: Em 2001 entrei em um site antigo (não existe mais) que relacionava em tabela todas as possíveis bandas paralelas dos integrantes e seus lançamentos (bootlegs também). Achei fascinante o que havia e fiz questão de reescrever tudo à mão, fazendo um exercício. Depois passei a organizar os arquivos que ia conseguindo.

Era duro conseguir álbuns do Samson ou do Praying Mantis. Como não conhecia bem do ramo de trocas, sofria. Mas visitava fóruns e batia papo. Tinha retorno de pessoas mais experientes e de vez em quando até me mandavam algum material. O item que eu não tinha e era difícil conseguir, deixava na fila. Às vezes dependia de conseguir algo para uma pessoa, que eu não tinha, então recorria a outro que tinha, e assim foi. Fui aprendendo com o meio. É um processo lento, e é necessário ter paciência.

Collector's Room: É fácil achar arquivos raros, ou colecionadores dispostos a trocar arquivos raros? Como funciona isso?

Não, não é fácil. Raro é raro. Não é definitivamente o Bruce Audition Tapes de 1981 que sobem mil vezes no Orkut com o label "raro". Deixou de ser há séculos! Raro é o que dificilmente você vai encontrar, seja em qualquer meio, até mesmo na internet.

Colecionadores estão sempre dispostos a trocar e funciona conforme a política de cada um. E é engraçado ver alguns disponibilizando tudo como se estivessem se livrando de um peso. Mas como eu disse, é de cada um. É complicado encontrar um colecionador que tenha raridade hoje em dia (a não ser em mídias e souvenirs). Tudo, claro, graças à divulgação em massa de hoje.

Collector's Room: Por que existe esse sigilo e até uma certa "proibição" de se divulgar esses arquivos?

Depende com quem você troca e o que você troca. É necessário respeitar a origem daquilo que te fornecem, porque a pessoa pode não estar copiando com o intuito de publicar. Ela confia em você e pronto. Tudo o mais é inquestionável. Jamais quebre um sigilo quando te pedem, pois além de mal sucedido, a fama se espalha.

Há casos em que alguém manda uma informação que será usada no futuro e pede pra não divulgar, há casos em que o material é confidencial da banda, há casos em que o bootleg é o xodó do cara, e há diversas outras culturas lá fora que não compartilham desses achismos de que todo e qualquer bootleg existe para ser distribuído e compartilhado. Por isso, alguns meios secretos se referem a shade ao invés de bootleg. Tipo, "deixem o bootleg correr solto nas mãos do público, e o que não for é shade". Pronto, resolvido o problema. Ao invés de ficarem discutindo o destino dos bootlegs, deixa os outros ficarem com a razão de que devem ser distribuídos e etc, e vamos tratar do que não é conhecido. Uma questão de identidade e não de discussão. Sábio.

Até parece que tudo o que não foi lançado oficialmente não tenha uma propriedade! Essa gente é desinformada, mas se assim pensam vão colher o que é do tamanho desse pensamento.

Confira a entrevista na íntegra
http://collectorsroom.blogspot.com
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