Iron Maiden em Belo Horizonte - Fotos

Uma noite histórica para os fãs de heavy metal em Belo Horizonte. Foi assim a apresentação do grupo inglês de heavy metal Iron Maiden na última quarta-feira no Mineirinho trazendo a turnê Somewhere back in time, em que a banda revisita seus grandes sucessos da década de 1980, época de ouro do grupo.

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A banda entrou no palco com apenas 10 minutos de atraso e o público nas mãos. Quem esteve no ginásio viu a banda executar 16 sucessos de maneira impecável. Os destaques da noite foram para Aces High, a música de abertura do show e a intrusa Fear of the dark, que é de 1992, com um coro ensurdecedor da platéia. Em Run to the hills, Bruce Dickinson deixou o refrão para público em alguns momentos, que não desapontou e acompanhou de maneira impressionante.

Apesar do palco menor, mais apropriado para shows fechados, o fã de Belo Horizonte viu tudo o que teve direito. Fogos de artifício, explosões e outros efeitos pirotécnicos impressionaram quem esteve no show, assim como o ameaçador e gigante boneco de Eddie, mascote da banda, entrando no palco no fim da apresentação.

O vocalista Bruce Dickinson agiu como um verdadeiro showman, fez caras e bocas para a platéia e elogiou a cidade e o Brasil. Sobrou espaço até para brincadeiras. Ao se dirigir para a multidão pela primeira vez, brincou com o fato de já ter se apresentado em BH duas vezes, dizendo "olá, Belo Horizonte, é bom estar aqui de novo. Estes aqui atrás (se dirigindo à banda) é que são 'estranhos em uma terra estranha'", disse, fazendo referência à música Stranger in a strange land, do disco Somewhere in time. O cantor já esteve na cidade com um show da sua carreira solo em 1997 e uma participação com banda Tribuzy em 2005.

Quando um fã mais ousado jogou uma faixa no palco que pedia a música Alexander the great, que a banda nunca tocou ao vivo, Bruce rapidamente conseguiu uma corneta de plástico, parecida com as de festas de criança, e tocou o refrão da música, que foi acompanhada pelo público.

Fora a estrutura de palco e os efeitos especiais, duas coisas impressionam em um show do Iron Maiden. A primeira é a fidelidade com que a banda consegue reproduzir ao vivo as músicas que foram gravadas em estúdio. Tudo bem que o grupo conta hoje com três guitarristas, mas mesmo partes intricadas foram ouvidas de maneira perfeita, como nas músicas Wasted Years e Powerslave.

A segunda é a vitalidade da banda no palco. O vocalista Bruce Dickinson não para um minuto. Corre, pula, conversa com a platéia e com os membros da banda, e esgoela com a mesma voz canções que criou há 20 anos atrás. O resto da banda tem seu próprio jeito de lidar com o palco. Se os guitarristas Dave Murray e Adrian Smith são mais contidos, o baixista Steve Harris e o guitarrista Janick Gers parecem meninos no palco, indo de um lado para o outro e agitando o público. Isso impressiona mais quando se lembra que todos os membros do Iron estão na faixa dos 50 anos de idade e fazem um show destes a cada três dias, em média.

A polêmica escolha do Mineirinho para o show atrapalhou um pouco a apresentação. Notório por sua péssima acústica, o ginásio fez a equipe de som do Iron Maiden penar para acertar nos ajustes de caixas e instrumentos. Quem esteve na pista não reclamou, mas na arquibancada se ouvia mais o barulho do público do que as músicas da banda.

No fim do show, Bruce Dickinson agradeceu a platéia mineira e prometeu que em 2011, a banda estará de volta ao Brasil. Agora é torcer os dedos para que o Ed Force One, o avião personalizado do Iron Maiden, volte a aterrissar na capital mineira.

FONTE: UAI.com
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